sábado, 25 de agosto de 2012
Ela escreve no seu diário
Ela escreve no seu diário: "querido diário, terminei com ele hoje, não conseguia mais continuar. Não suportava mais aquele garoto, babaca, nunca correu atras de mim pra nada, nunca me deu flores, só queria me abraçar, e me beijar, segurar minha mão na frente de seus amigos. Nada de sexo, nada de coisas mais quentes, só beijos, abraços e coisas que namorados fazem. Cansei dessa vida, quero voltar a curtir, quero sair com minhas amigas sem depender do meu namorado. Quero poder chegar tarde em casa e ninguem me ligar dizendo coisas melosas, como "eu te amo" ou pior ainda "só liguei pra ouvir sua voz..." ninguem gosta disso, odeio homens melosos. E sabe o que mais? Pra mim ele é gay, por que enquanto eu o contava que não queria mais namorar com ele, ele simplesmente abaixou a cabeça e escutou, eu virei as costas, fui embora, e ele nem sequer veio atras de mim.
Ele conta ao seu melhor amigo: "cara, ela terminou comigo hoje. Desculpa minha voz trêmula, mas é que ainda estou chorando, pensando naquela garota. O que será que eu fiz? Será que eu fui longe demais? Acho que foi daquela vez que ela estava com a mãe e eu a abracei, ela nunca gostou disso. Sinto que a culpa disso tudo é minha, sinto que eu perdi a mulher que eu mais amei em todo o mundo. Eu tava comprando nossas alianças de namoro, elas ficariam prontas em uma semana, e ela terminou comigo. Agora sabe lá Deus o que ela está pensando de mim. E sabe mano, quando ela estava me falando que não queria mais namorar comigo, eu abaixei a cabeça, e chorei em silencio, incapacitado de dizer alguma coisa, aquilo me matou por dentro. Ela virou as costas e foi embora. E como eu a amo muito, deixei ela partir.
by sem-life
Trecho do livro "Diários do Vampiro - O Despertar" (Pág. 32)
"Elena o olhou partir. Ele deliberadamente a evitara. Ele a esnobara de propósito, e na frente de Caroline, que ficou olhando como um falcão. Lágrimas ardiam em seus olhos, mas no momento só uma ideia queimava em sua mente.
Ela o teria, mesmo que isso a matasse. Mesmo que matasse os dois, ele seria dela."
by Aline Oliveira
Sinopse do livro "Diários do Vampiro - O Despertar"
"Um triângulo amoroso fatal.
by Aline Oliveira
Stefan Salvatore é imortal. E está condenado. Há séculos ele procura redenção e paz, até que chega à pequena cidade de Fell's Church e conhece Elena...
Mesmo sendo a garota mais popular e adorada da escola, Elena se sente sozinha, até encontrar sua alma gêmea, Stefan, um vampiro perseguido pelo irmão, Damon...
Um vampiro sexy e misterioso, Damon quer vingança a qualquer custo e não medirá esforços para conseguir o que deseja."
by Aline Oliveira
Trecho do livro "A Filosofia de O Símbolo Perdido" (Pág. 209)
"O Símbolo Perdido é uma nova tentativa de seguir os passos dos antigos e dos homens sábios através da história para reconciliar ciência a religião na mente (nosso templo) e ao mesmo tempo reunir a mente e a alma para encontrar a união. "Deus é o símbolo que todos compartilhamos... o símbolo de todos os mistérios da vida que não somos capazes de compreender. Os antigos louvavam a Deus como símbolo de nosso potencial humano ilimitado, porém esse símbolo antigo tinha se perdido com o tempo. Até agora".
by Aline Oliveira
Todas as grandes verdades são simples."
by Aline Oliveira
Trecho do livro "A Filosofia de O Símbolo Perdido" (Pág. 31)
"E, veja só, o número de telefone de Peter realmente funciona. O número está citado no texto, e os verdadeiros fãs de Dan Brown certamente percebem que ele não contém o prefixo 555 dos números de telefone fictícios, comum nos filmes americanos. Ligue e veja se consegue encontrar Peter em casa!"
by Aline Oliveira
by Aline Oliveira
Trecho do livro "A Filosofia de O Símbolo Perdido" (Pág. 13)
"Dan Brown é um escritor; seu objetivo é entreter e talvez informar seus leitores. Seu talento e habilidade artísticos visam nos transportar para locais instigantes, destrancar as portas para segredos desconhecidos, abrir nossos olhos para imagens familiares e revisitar a história. Seus romances têm conduzido os leitores a explorar por si mesmos os locais, as obras de arte, a arquitetura e a geografia que encontram. Em grande parte, a popularidade e o sucesso esmagadores de suas obras no mundo todo se devem a essa estimulação da curiosidade do leitor."
by Aline Oliveira
by Aline Oliveira
Trecho do livro "O Símbolo Perdido" (Pág. 488)
Com os dois ali em pé, em silêncio, o professor pensou sobre tudo o que havia aprendido naquela noite. Pensou na crença de Katherine de que o mundo estava prestes a mudar. Na fé de Peter de que uma idade de iluminação era iminente. E nas palavrasde um grande profeta que havia declarado com ousadia: Não há nada oculto que não será revelado, nem segredo que não virá à luz.
by Aline Oliveira
Enquanto o sol nascia sobre Washington, Langdon olhou para o céu, onde o último resquício das estrelas da noite se apagava. Pensou na ciência, na fé, no homem. Pensou em como todas as culturas, de todos os países, em todos os tempos, sempre haviam compartilhado uma coisa. Nós todos temos um Criador. Usamos nomes diferentes, rostos diferentes e preces diferentes, mas Deus é a constante universal do homem. Ele é o símbolo que todos compartilhamos... o símbolo de todos os mistérios da vida que não somos capazes de compreender. Os antigos louvavam a Deus como símbolo de nosso potencial humano ilimitado, porém esse símbolo antigo tinha se perdido com o tempo. Até agora.
Naquele instante, parado no topo do Capitólio, com o calor do sol se espalhando ao seu redor, Robert Langdon sentiu uma poderosa onda brotar no âmago de seu ser. Era uma emoção que ele nunca havia sentido com tamanha profundidade na vida.
Esperança.
by Aline Oliveira
Trecho do livro "O Símbolo Perdido" (Pág. 468)
"Embora Galloway já não pudesse ler o texto, ele conhecia o prefácio de cor. Sua gloriosa mensagem tinha sido lida por milhares de seus irmãos em incontáveis línguas mundo afora:
by Aline Oliveira
O TEMPO É UM RIO... E OS LIVROS SÃO BARCOS. MUITOS NAVEGAM POR ESSAS ÁGUAS E ACABAM NAUFRAGADOS E IRREMEDIAVELMENTE PERDIDOS EM SUAS AREIAS. POUQUISSIMOS SÃO AQUELES QUE SUPORTAM OS RIGORES DO TEMPO E VIVEM AS ÉPOCAS FUTURAS."
by Aline Oliveira
Trecho do livro "O Símbolo Perdido" (Pág. 435)
"No primeiro patamar, Langdon se viu frente a frente com um busto de bronze do ilustre maçom Albert Pike, acompanhado por uma inscrição de sua mais famosa frase: O QUE FIZEMOS APENAS POR NÓS MESMOS MORRE CONOSCO. O QUE FIZEMOS PELOS OUTROS E PELO MUNDO PERMANECE E É IMORTAL."
by Aline Oliveira
Trecho do livro "O Símbolo Perdido" (Pág. 394)
"- Senhorita? – Ele apontou para a combativa menina loura do fundo do auditório. – Sei que nós dois não concordamos em muitas coisas, mas quero lhe agradecer. Sua paixão é um catalisador importante das mudanças que estão por vir. As trevas se alimentam de apatia... e a convicção é nosso mais potente antídoto. Continue cultivando sua fé. Estude a Bíblia. – Ele sorriu. – Principalmente as últimas páginas.
- O Apocalipse? – indagou ela.
- Claro. O Livro do Apocalipse é u exemplo vibrante de nossa verdade compartilhada. Ele conta a mesmíssima historia que inúmeras outras tradições. Todas elas predizem a futura revelação de um grande saber.
- Mas o Apocalipse na fala sobre o fim do mundo? – perguntou outra pessoa. – O senhor sabe... o Anticristo, o Armagedom, a batalha decisiva entre o bem e o mal?
Solomon deu uma risadinha.
- Quem aqui estuda grego?
Várias mãos se levantaram.
- Qual o significado literal da palavra apocalipse?
- Apocalipse significa... – começou a responder um aluno, parando no meio como se estivesse surpreso – “desvendar”... ou “revelar”.
Solomon balançou a cabeça para o menino em um gesto de aprovação.
- Isso mesmo. Apocalipse quer dizer literalmente revelação. O último livro da Bíblia prevê o desvendamento de uma grande verdade e de um conhecimento inimaginável. O Apocalipse não é o fim do mundo, mas sim o fim do mundo tal como nós o conhecemos. Essa profecia é apenas uma das lindas mensagens da Bíblia que foram distorcidas. – Solomon caminhou até a frente do tablado. – Podem acreditar em mim, o Apocalipse está chegando... e não vai se parecer em nada com o que nos ensinaram.
Bem alto acima de sua cabeça, o sino começou a dobrar.
Os alunos irromperam atônitos em uma estrondosa salva de palmas."
by Aline Oliveira
- O Apocalipse? – indagou ela.
- Claro. O Livro do Apocalipse é u exemplo vibrante de nossa verdade compartilhada. Ele conta a mesmíssima historia que inúmeras outras tradições. Todas elas predizem a futura revelação de um grande saber.
- Mas o Apocalipse na fala sobre o fim do mundo? – perguntou outra pessoa. – O senhor sabe... o Anticristo, o Armagedom, a batalha decisiva entre o bem e o mal?
Solomon deu uma risadinha.
- Quem aqui estuda grego?
Várias mãos se levantaram.
- Qual o significado literal da palavra apocalipse?
- Apocalipse significa... – começou a responder um aluno, parando no meio como se estivesse surpreso – “desvendar”... ou “revelar”.
Solomon balançou a cabeça para o menino em um gesto de aprovação.
- Isso mesmo. Apocalipse quer dizer literalmente revelação. O último livro da Bíblia prevê o desvendamento de uma grande verdade e de um conhecimento inimaginável. O Apocalipse não é o fim do mundo, mas sim o fim do mundo tal como nós o conhecemos. Essa profecia é apenas uma das lindas mensagens da Bíblia que foram distorcidas. – Solomon caminhou até a frente do tablado. – Podem acreditar em mim, o Apocalipse está chegando... e não vai se parecer em nada com o que nos ensinaram.
Bem alto acima de sua cabeça, o sino começou a dobrar.
Os alunos irromperam atônitos em uma estrondosa salva de palmas."
by Aline Oliveira
Trecho do livro "O Símbolo Perdido" (Pág. 393)
"- Deixando de lado o “quando” – disse Solomon -, acho incrível que, ao longo da historia, as mais diversas filosofias humanas tenham concordado em relação a uma coisa: que uma grande iluminação está por vir. Em todas as culturas, em todas as épocas e em todos os cantos do mundo, o sonho humano se concentrou neste mesmo exato conceito: a futura apoteose do homem... a iminente transformação de nossas mentes e a descoberta de seu verdadeiro potencial. – Ele sorrir. – O que poderia explicar tamanha sincronicidade de crenças?
- A verdade – falou baixinho alguém na plateia.
Solomon girou corpo na direção da voz.
- Quem disse isso?
A mão que se levantou pertencia a um rapazinho asiático cujos traços suaves sugeriam origem nepalesa ou tibetana.
- Quem sabe não existe uma verdade universal embutida na alma de todas as pessoas? – continuou o rapaz. – Talvez todos carreguemos a mesma historia dentro de nos, como ema constante compartilhada em nosso DNA. Talvez essa verdade coletiva seja a responsável pela semelhança em todas as nossas historias.
Sorrindo, Solomon uniu as mãos em frente ao corpo e fez uma mesura reverente para o menino.
- Obrigado.
Todos ficaram calados."
by Aline Oliveira
Trecho do livro "O Símbolo Perdido" (Pág. 392)
"Silêncio.
- Mas – insistiu o menino – não é possível que o senhor acredite que uma única palavra... esse tal verbum significatium... tenha poder de desvendar um antigo saber... e provocar uma iluminação mundial.
Peter Solomon ficou impassível.
- Minha crença não deveria preocupar vocês, mas... o fato de essa profecia sobre uma época de iluminação existir em praticamente todas as crenças e tradições filosóficas do mundo, sim. Os hindus a chamam de Era de Krita; os astrólogos, de Era de Aquário; os judeus descrevem a vinda de Messias; os teósofos intitulam-na Nova Era; e os cosmologistas, Convergência Harmônica, chegando a dar sua data exata.
- É 21 de dezembro de 2012! – gritou alguém.
- Sim, uma data assustadoramente próxima... se você acreditar no calendário maia."
by Aline Oliveira
Trecho do livro "O Símbolo Perdido" (Pág. 383)
"A mente de Robert Langdon pairava sobre um abismo sem fim.
Nenhuma luz. Nenhum som. Nenhuma sensação.
Somente um vazio infinito e silencioso.
Suavidade.
Ausência de peso.
Seu corpo o havia liberado. Nada mais o prendia.
O mundo físico deixara de existir. O tempo deixara de existir.
Ele agora era pura consciência... uma inteligência descarnada suspensa no vazio de um Universo incomensurável."
by Aline Oliveira
Trecho do livro "O Símbolo Perdido" (Pág. 367)
"O reflexo superou a razão.
by Aline Oliveira
Seus lábios se abriram.
Seus pulmões se expandiram.
E o líquido entrou em profusão.
A dor que encheu seu peito foi maior do que Langdon jamais poderia imaginar. O líquido queimava a entrar em seus pulmões. Na mesma hora, a dor se irradiou para seu crânio e ele teve a sensação de que um torno lhe esmagava a cabeça. Um grande estrondo soou em seus ouvidos e, durante todo esse tempo, Katherine Solomon não parou de gritar.
Houve um clarão de luz ofuscante.
E então tudo ficou negro.
Robert Langdon se foi."
Trecho do livro "O Símbolo Perdido" (Pág. 173)
"Muito antes de adquirir conotações de magia, a palavra talismã tinha outro significado: "completar". Do grego télesma, que significa "completude", um talismã é qualquer coisa ou ideia que completa outra e a torna inteira. O elemento final."
Trecho do livro "O Símbolo Perdido" (Pág. 66)
"- Katherine, nós nascemos em uma época maravilhosa. Uma mudança está por vir. Os seres humanos estão no limiar de uma nova era em que vão começar a prestar novamente atenção na natureza e nos antigos costumes..."
by Aline Oliveira
Trecho do livro "O Símbolo Perdido" (Pág. 41)
"A sala continuou em silêncio.
by Aline Oliveira
Langdon deu uma piscadela.
- Abram a mente, meus amigos. Todos nós tememos aquilo que foge à nossa compreensão."
by Aline Oliveira
Sinopse do livro "O Símbolo Perdido"
O Símbolo Perdido é denso, exótico, cheio de códigos e pistas, imagens impressionantes e a dinâmica incessante que torna impossível deixá-lo de lado. Esplêndido. Outra história arrebatadora de Robert Langdon." - The New York Times
"Depois de ter sobrevivido a uma explosão no Vaticano e a uma caçada humana em Paris, Robert Langdon está de volta com seus profundos conhecimentos de simbologia e sua brilhante habilidade para solucionar problemas.
Em O Símbolo Perdido, o célebre professor de Harvard é convidado às pressas por seu amigo e mentor Peter Solomon – eminente maçom e filantropo – a dar uma palestra no Capitólio dos Estados Unidos. Ao chegar lá, descobre que caiu numa armadilha. Não há palestra nenhuma, Solomon está desaparecido e, ao que tudo indica, correndo grande perigo.
Mal’akh, o sequestrador, acredita que os fundadores de Washington, a maioria deles mestres maçons, esconderam na cidade um tesouro capaz de dar poderes sobre-humanos a quem o encontrasse. E está convencido de que Langdon é a única pessoa que pode localizá-lo.
Vendo que essa é sua única chance de salvar Solomon, o simbologista se lança numa corrida alucinada pelos principais pontos da capital americana: o Capitólio, a Biblioteca do Congresso, a Catedral Nacional e o Centro de Apoio dos Museus Smithsonian.
Neste labirinto de verdades ocultas, códigos maçônicos e símbolos escondidos, Langdon conta com a ajuda de Katherine, irmã de Peter e renomada cientista que investiga o poder que a mente humana tem de influenciar o mundo físico.
O tempo está contra eles. E muitas outras pessoas parecem envolvidas nesta trama que ameaça a segurança nacional, entre elas Inoue Sato, autoridade máxima do Escritório de Segurança da CIA, e Warren Bellany, responsável pela administração do Capitólio. Como Langdon já aprendeu em suas outras aventuras, quando se trata de segredos e poder, nunca se pode dizer ao certo de que lado cada um está.
Nas mãos de Dan Brown, Washigton se revela tão fascinante quanto o Vaticano ou Paris. Em O Símbolo Perdido, ele desperta o interesse dos leitores por temas tão variados como ciência noética, teoria das supercordas e grandes obras de arte, desafiando-os a abrir a mente para novos conhecimentos."
by Aline Oliveira
Trecho do livro "A Estrada da Noite" (Pág. 228)
"A palma da mão esquerda de Jude estava enfaixada, mas os dedos estavam livres. Brotavam da gaze como se ela fosse uma luva com os dedos cortados. O pai ergueu a navalha para atacar de novo, mas, antes que pudesse baixá-la, Jude enfiou os dedos nos seus trêmulos olhos vermelhos. O velho gritou, torcendo a cabeça para trás, tentando se livrar da mão do filho. A lâmina da navalha oscilou na frente da face de Jude sem toca na pele. Ele forçou a cabeça do pai para trás, cada vez mais para trás, expondo sua garganta esquálida, se perguntando se não podia empurrar com força suficiente para quebrar a espinha do filho da p*ta.
by Aline Oliveira
Enquanto ele mantinha a cabeça de Martin o mais recuada possível, uma faca de cozinha acertou o pescoço do pai.
Marybeth estava a três metros de distância, parada diante da bancada da cozinha. Ao lado, facas grudadas num suporte imantado preso na parede. Sua respiração vinha em soluços.
O pai de Jude virou a cabeça para encará-la. Bolhas de ar espumavam no sangue que vazava pelas bordas do cabo da faca. Martin estendeu a mão para a faca, fechou debilmente os dedos em volta dela, depois produziu um som, uma inalação chacoalhante, como uma pedrinha sacudida num saco de papel por uma criança, e cambaleou.
Marybeth arrancou outra faca de lâmina larga do suporte magnético, depois outra. Pegou a primeira pela ponta da lâmina e atirou-a nas costas de Martin enquanto ele tombava para a frente. Acertou-o com um tac abafado e profundo, como se tivesse jogado a lâmina num melão. O único som que Martin deixou escapar nesse segundo golpe foi um agudo sopro de ar. Marybeth deu um passo na direção dele, segurando a terceira faca na frente do corpo.
- Fique longe dele! – disse Jude. – Ele não vai ficar aí caído e morrer. – Mas ela não ouviu.
Pouco depois Marybeth estava sobre Martin. Então o pai de Jude ergueu os olhos e a faca atingiu o rosto dele. Entrou por um canto dos lábios e saiu um pouco atrás do outro canto, transformando a boca num brilhante talho vermelho.
Enquanto ela o atacava, ele golpeava com a mão direita, a que segurava a navalha. A lâmina desenhou uma linha vermelha na coxa de Marybeth, sobre o joelho direito, e a perna se vergou.
Martin se ergueu do chão ao mesmo tempo que Marybeth começava a cair. Ele arfava enquanto ia ficando de pé. Num golpe quase perfeito, pegou-a pela barriga e a fez bater na bancada da cozinha. Ela enfiou uma última faca no ombro de Martin, enterrando até o cabo. Foi como se a faca tivesse sido atirada num tronco de árvore, pois não produziu nenhum efeito.
Marybeth escorregou para o chão, o pai de Jude e cima dela, o sangue ainda espumando daquela primeira faca plantada no pescoço. Martin tornou a brandir a navalha na direção dela.
Marybeth levou a mão à garganta, apertou-a debilmente com a mão ruim. O sangue foi bombeado por entre os dedos. Um negro e grosseiro rasgo fora aberto na carne branca de sua garganta.
Ela deslizou para o lado, batendo com a cabeça no chão. Olhava para Jude, que estava atrás de Martin. O rosto de Marybeth estava mergulhado numa grossa e escarlate poça de sangue.
O pai de Jude caiu de quatro. Uma das mãos continuava enrolada no cabo da faca enterrada na garganta. Os dedos exploravam cegamente, avaliando o tamanho da lâmina, mas sem puxá-la. Ele era uma alfineteira – faca no ombro, faca nas costas -, mas só parecia interessado na que atravessava seu pescoço, nem parecia ter notado as outras lâminas de aço que o perfuravam.
Martin rastejou sem firmeza para longe de Marybeth, para longe de Jude. Seus cederam primeiro e a cabeça caiu no chão, o queixo batendo com tanta força que deu para ouvir com clareza o estalar dos dentes. Ele tentou se colocar de pé e quase conseguiu, mas o braço direito acabou fraquejando e Martin rolou para o lado. Para longe de Jude, um pequeno alívio. Jude não teria de olhar para seu rosto enquanto ele morresse. De novo."
by Aline Oliveira
Trecho do livro "A Estrada da Noite" (Pág. 98)
"Os integrantes do My Chemical Romance estavam num talk show na TV. Tinham cabelos espetados e argolas nos lábios e sobrancelhas, mas sob o pó branco da maquiagem e o batom preto havia uma coleção de garotos gorduchos que provavelmente tinham participado, alguns anos antes, da banda do colégio. Pulavam de um lado para outro, caíam um em cima do outro, como se o palco debaixo deles fosse uma placa eletrificada. Brincavam febrilmente, atemorizando uns aos outros. Jude gostava dos rapazes. E se perguntava qual deles ia morrer primeiro."
by Aline Oliveira
Trecho do livro "A Estrada da Noite" (Pág. 35)
"E Jude sempre escolhia o mesmo, o do centro, um de cereja. Gostava do 'gluchi' que o bombom fazia quando ele dava a mordida, da seiva viscosamente doce, da textura macia da cereja. Imaginava que estava se servindo de um olho com cobertura de chocolate. Já naquele tempo Jude sentia prazer em fantasiar o pior, deliciando-se com as mais horripilantes possibilidades."
by Aline Oliveira
Trecho do livro "A Estrada da Noite" (Pág. 23)
"Um dos cachorros estava na casa.
by Aline Oliveira
Jude acordou por volta das três da manhã com aquele barulho, passos de um lado para outro no corredor, um rumor e um sopro de movimento incessante, um leve choque contra a parede.
Os cães estavam na parte externa do canil, perto da parede do celeiro. Angus rodava de uma lado para outro sobre a palha, o corpo comprido e liso se agitando em escorregadios movimentos laterais. Bon estava rigidamente sentada num canto. Tinha o focinho levantado e o olhar fixo na janela de Jude - nele. No escuro, um verde muito vivo e anormal brilhava nos olhos dela. Estava quieta demais, com o olhar concentrado demais, como uma estátua de cachorro em vez da coisa real.
Foi um choque olhar pela janela e encontrar os olhos de Bon fixos nele, como se ela tivesse observando o vidro só Deus sabe por quanto tempo à espera que Jude aparecesse. Mas pior do que isso era saber que havia alguma coisa na casa, andando de um lado para outro, batendo nas coisas no corredor.
Ouviu uma tábua corrida ranger no corredor, depois outra, depois um suspiro, como alguém parando cansado. Seu pulso acelerou. Ele abriu a porta.
Mas o corredor estava vazio. Jude chapinhou por compridos retângulos de luz glacial, atirada pelas claraboias. Parava diante de cada porta fechada, prestava atenção, depois dava uma olhada no interior.
Subiu a escada e começou a voltar pelo corredor em direção ao quarto. Seu olhar bateu num velho, sentado numa antiga cadeira Shaker encostada na parede. Assim que o viu, seu pulso disparou em sinal de alarme. Jude se virou para o lado, fixou o olhar na porta do quarto e só continuou a enxergar o velho pelo canto do olho. Nos momentos que se seguiram, ele sentiu que era questão de vida ou morte não estabelecer contato visual com o homem, não demonstrar que o via. Ele não estava vendo nada, Jude disse a si mesmo. Não havia ninguém ali.
A cabeça do velho estava curvada. Seu chapéu descansava no joelho. O cabelo escovinha, cortado rente, tinha um brilho de geada. Os botões na frente do paletó cintilavam no escuro, cromados pelo luar. Jude reconheceu num relance o paletó. Da última vez que o vira, estava na caixa preta em forma de coração, uma caixa que tinha ido para o fundo do closet. Os olhos do velho estavam fechados.
O coração de Jude martelava, era uma luta para respirar. Ele continuou andando para a porta do quarto, que ficava bem no final do corredor. Quando passou pela cadeira Shaker, encostada na parede da esquerda, sua perna roçou no joelho do homem e o fantasma ergueu a cabeça. Mas Jude já estava além dele, quase na porta. Tomava cuidado para não correr. Não importava que o velho o observasse pelas costas, desde que não houvesse contato visual entre um e outro - aliás, o velho não existia."
by Aline Oliveira
Sinopse do livro "A Estrada da Noite"
"Uma lenda do rock pesado, o cinquentão Judas Coyne coleciona objetos macabros: um livro de receitas para canibais, uma confissão de uma bruxa de 300 anos atrás, um laço usado num enforcamento, uma fita com cenas reais de assassinato. Por isso, quando fica sabendo de um estranho leilão na internet, ele não pensa duas vezes antes de fazer uma oferta.
by Aline Oliveira
"Vou 'vender' o fantasma do meu padrasto pelo lance mais alto...”
Por 1.000 dólares, o roqueiro se torna o feliz proprietário do paletó de um morto, supostamente assombrado pelo espírito do antigo dono. Sempre às voltas com seus próprios fantasmas - o pai violento, as mulheres que usou e descartou, os colegas de banda que traiu -, Jude não tem medo de encarar mais um.
Mas tudo muda quando o paletó finalmente é entregue na sua casa, numa caixa preta em forma de coração. Dessa vez, não se trata de uma curiosidade inofensiva nem de um fantasma imaginário. Sua presença é real e ameaçadora.
O espírito parece estar em todos os lugares, à espreita, balançando na mão cadavérica uma lâmina reluzente - verdadeira sentença de morte. O roqueiro logo descobre que o fantasma não entrou na sua vida por acaso e só sairá dela depois de se vingar. O morto é Craddock McDermott, padrasto de uma fã que cometeu suicídio depois de ser abandonada por Jude.
Numa corrida desesperada para salvar sua vida, Jude faz as malas e cai na estrada com sua jovem namorada gótica. Durante a perseguição implacável do fantasma, o astro do rock é obrigado a enfrentar seu passado em busca de uma saída para o futuro. As verdadeiras motivações de vivos e mortos vão se revelando pouco a pouco em A estrada da noite - e nada é exatamente o que parece.
Ancorando o sobrenatural na realidade psicológica de personagens complexos e verossímeis. Joe Hill consegue um feito raro: em seu romance de estreia, já é considerado um novo mestre do suspense e do terror."
by Aline Oliveira
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