Crônica: O Leão, a feiticeira e o guarda-roupa. Capítulo 15: Magia ainda mais profunda de antes da aurora do tempo.
"- Ah, crianças... Já me sinto mais forte. Vamos ver uma coisa: se vocês são capazes de me pegar!
Ficou quieto por um instante, com os olhos brilhando muito, as pernas fremindo de excitação, fustigando-se com a cauda. De um salto, passou-lhes por cima da cabeça e foi cair do outro lado da mesa. Rindo, sem saber de quê, Lúcia subiu à mesa para pegá-lo. Aslam escapou com um pulo. E começou uma corrida louca. Fugia, obrigando-as a correr pela colina, às vezes deixando que elas quase o agarrassem pela cauda. Mergulhava entre as duas, atirava-as ao ar com as patas enormes e aveludadas, para voltar a apanhá-las. Parava de repente, fazendo com que elas se amontoassem no chão, rindo alegremente, numa confusão de braços, pernas e pêlos. Foi uma algazarra daquelas, como não existe fora de Nárnia. Lúcia não sabia bem se estava brincando com um gatinho ou com um furacão. O mais engraçado é que, quando por fim se deitaram ao sol, ofegantes, as duas já não estavam nada cansadas, nem com fome, nem com sede.
- Agora - disse Aslam - vamos ao trabalho. Acho que vou dar um rugido. Melhor taparem os ouvidos."
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